segunda-feira, 14 de junho de 2010

Conversa de copa

O mundo está na África. Os técnicos do jogo, com táticas ofensivas começam a lançar as estratégicas antes mesmo de a partida começar. Tentam mostrar aos turistas que o país 75% negro pode recebê-los bem, contra-atacando as especulações que esta seria uma Copa sem turistas, uma Copa dos nativos. Cheguei a ver num programa o apresentador mostrando e afirmando que havia hotéis muito limpinhos para receber os turistas.

Os times entram em campo. A primeira jogada se dá na lateral do campo, com uma disputa de bola entre dois países esfoliados, México e África do Sul. O país mais pobre da América do Norte empata com o mais rico da África em número de desempregados e na desigualdade de renda. Cerca de um quarto da população vive com menos de US$ 1,25 por dia, nos dois países.O jogo se inicia, a alegria dos africanos envolve o espetáculo mais importante do futebol mundial. A torcida é a grande estrela do jogo.


A bola sobra no centro do campo, os ingleses que foram grandes atacantes no passado vieram para o jogo na defensiva, não mais se esforçam em matar africanos para ficar com seus diamantes mas sim com a segurança de seus jogadores e dependem de uma ampla e organizada operação defensiva. Os americanos muito violentos também se preocupam com a defesa, mas se defendem fazendo faltas violentas principalmente contra os mais fracos. A disputa acaba empatada.

Os frios alemãs surpreendem tocando bonito na bola, mas o que estamos esperando mesmo é que a bola chegue nos pés do Brasil. Já acostumados com os perna-de-paus que comandam nosso país, sempre temos esperança, mesmo com os perna-de-paus selecionados para o jogo. Aqui até que temos um craque, mas infelizmente está machucado. Uma pancada na cabeça fez o torneiro mecânico perder a identidade e os ideais, o tratamento da lesão foi através de doses de capitalismo meoliberal que só agravou a lesão. Lá temos um craque machucado e um técnico que deve ter também tomado uma pancada na cabeça antes de escalar essa seleção.
“Vamos juntos... Pra frente Brasil...”

2 comentários:

Ana Paula Duarte disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk'
Quando comecei a ler, achei que seria como os outros textos que li no blog...Mas aí...Olha só, Marquinhos sempre diferente, falou sobre política também!!
Adorei a ponte que vc fez, a analogia ótimaa!
É uma pena que os brasileiros não são tão animados ao decidir o destino político quanto em futebol!
Parabéns amigo, que orgulho esses meus amigos inteligentees!

Marcos Fellipe disse...

Ahhh Ana... Vc sempre gentil... Prometo que agora que estou com "tempo livre" (só tenho q dar conta da graduação de letras e de filosofia, do trabalho na Igreja e no Portal da Vida... rsss) darei mais atenção ao blog...