domingo, 31 de janeiro de 2010

O circo nosso de cada dia!

O que você prefere? Ser coadjuvante de um grande filme que dramatiza a realidade ou ser mesmo o palhaço de um circo que se chama sociedade?

Ah tah! Você é uma pessoa inteligente e dirige a sua própria vida... Ahhh! Vc é cristão e quem dirige sua vida é o próprio Deus...

Luz, Câmera Ação!

Hoje tem palhaçada?




















Tem Sim Senhor!


















Hoje tem Marmelada?
















Tem Sim Senhor!
















Ultimamente tenho tido vários problemas, sou religioso e acredito em um Deus que, ao contrário do Deus que tem feito sucesso nos holofotes da sociedade brasileira, continuamente me desafia a pensar. Isso é um problema porque pensar é transgredir.

Quando você não pensa outros estão pensando por você, você é automaticamente absorvido por um conjunto de crenças fabricadas para legitimar o processo de opressão que se dá na sociedade, a coisa é tão sutil que os próprios oprimidos contribuem com a manutenção desse sistema que oprime eles mesmos.

No entanto ninguém quer violentar ou prejudicar a si mesmo, por isso para esse sistema se manter é necessário que a realidade seja camuflada por essas tais crenças, sutis, muito sutis. Assim, vivemos numa espécie de filme, onde o diretor chama-se mercado e o sobrenome ou codinome economia.

As coisas se dão de maneira muito simples. Poderia falar de inúmeras crenças que escondem a realidade, mas para não cansá-los trarei duas delas:

Uma delas é a crença de que vivemos num país democrático. As eleições nos dão a impressão de que nós escolhemos os nossos dirigentes. Mas claro que isso não é verdade, não escolhemos o presidente da República, apenas escolhemos um dentre os dois que estão de fato na disputa. Pior que isso é saber que esse presidente não tem autonomia pra nada. Quem de fato está no poder são os grandes empresários e o sistema financeiro, que bancam os grandes partidos políticos e que tem a mídia em suas mãos. Sabe de uma... Se de fato vivêssemos em uma democracia deveríamos escolher era o presidente do Banco Central. Essa crença é importantíssima para impedir que o povo se conscientize do seu verdadeiro lugar nesse jogo, apenas uma marionete, e surjam revoltas, ou tentativas de transformações.

A segunda crença é que nós realmente precisamos daquele monte de coisa que são anunciadas na mídia. Qual é o grande desafio de qualquer grande empreendedor? É fazer com que as pessoas acreditem que precisam de seu produto. Se as pessoas não têm necessidade daquilo, o papel da mídia é criar essa necessidade. O problema é que a necessidade é tão bem criada que sente até quem não tem dinheiro para ter. Aí a grande solução da classe média brasileira para resolver o problema das crianças e adolescentes que cometem roubos e furtos, é a diminuição da maioridade penal. Cadeia para eles! Há uma luta silenciosa para preservar esse sistema violento de exploração, do qual somos apenas carvão a ser queimado ou meros imitadores de mentes estéreis.

Nesse imenso filme que é dramatizado diante de nós, às vezes nos sentimos como simples coadjuvantes, no entanto quando vamos a um shopping, por exemplo, recebemos tantos paparicos dos vendedores que nos sentimos os atores principais, somos os consumidores. Mas basta assistir o Jornal Nacional, ou lermos a coluna política de qualquer jornal que descobrimos que estamos é em um circo e somos os palhaços. Filme ou circo, o notório é que o espetáculo já começou e fazemos parte dele.

Refletindo sobre isso fiquei louco para ir a um shopping e fazer uma coisa que aprendi com Frei Betto. Quando passar pelas frentes das lojas em caminho à livraria, que é a única loja que ultimamente me interessa em shoppings, e for cercado pelos vendedores perguntando se necessito de algo, responderei: “Não, obrigado. Estou apenas fazendo um passeio socrático”, a alguns que se intrigarem com a resposta explicarei: Sócrates era um filósofo grego que viveu séculos antes de Cristo. Também gostava de passear pelas ruas comerciais de Atenas. E, assediado por vendedores como vocês, respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz”.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Viver a Vida!



Você vive a vida ou morre-a todos os dias? Está muito enganado quem pensa que existir é viver... A existência é algo que está entre vida e morte, viver e morrer... Se desde o dia que nascemos começamos a viver é desde esse dia que começamos a morrer, cada dia vivido é também menos um dia a viver... Conversando certa vez com o tio de meu amigo ele me perguntou: _"Quantos anos vc têm?" _ Vinte, Eu respondi. (isso foi há muitos anos atrás... rssss) Logo ele disse: _"Não! Esses são os anos que você não tem, passaram, esses vinte anos você nunca mais viverá". A dinâmica da existência é vida e morte, a vida precisa da morte para existir...  
 Imaginem se a morte deixasse de existir em uma cidadezinha qualquer: Superpopulação de todas as espécies vivas do lugar. Imensas árvores antigas murchas de tão velhas, mas sem morrer, não mais seriam capazes de gerar vida através da morte do fruto, nenhuma árvore nova. Solo totalmente infértil, pois se alimenta da morte de vegetais e animais. Caos total, a vida em risco pela ausência da morte.


Existir não é sinônimo de viver. Você pode existir, mas ao invés de viver cada dia, morrer todos os dias. Cada dia, menos um dia. A vida é o desafio de cada um e de todos os dias. Cada amanhecer é um convite a caminharmos ao encontro da vida. Estamos morrendo quando esperamos aqueles eventos portentosos para viver; o primeiro emprego, o casamento, passar no vestibular, a casa própria, a promoção no emprego... Segundo um jagunço sertanejo, amigo meu, a vida não está nem na saída nem na chegada, ela se apresenta é no meio da travessia. A vida sempre acontece entre, no meio do caminho, na travessia...


A vida é o bem mais precioso do mundo. Tudo que é vivo merece viver. No entanto muitos não têm oportunidade de vivê-la, estão muito ocupados tentando sobreviver. O ministério de Cristo foi trazer vida e vida em abundância. Ser cristão não é dá um prato de comida a quem têm fome, isso é muito pouco, isso é o mínimo que um ser humano precisa fazer para ser chamado de humano. Ser cristão, e não estou falando aqui de ser evangélico, católico ou espírita, estou falando de se identificar com a proposta do Cristo, é partilhar vida, é levar a vida a todos e a qualquer lugar de morte. É ajudar a inúmeras pessoas que morrem cada dia de suas existências a caminharem ao encontro da vida.


Faça uma lista do que é viver para você... Fez? Viver é tudo isso e é também o etc. E talvez o mais importante seja o danado do etc.


O grande desafio de cada dia da nossa existência é ir pela milionésima vez ao encontro da realidade da experiência, é viver intensamente. Viver a vida.


No mais... Carpe Diem! Colha o dia! Aproveite o dia! Saia da frente desse PC!!!!!!!!!!! Rsss... Brincadeira...






quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Senhor Deus dos desgraçados!

Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus,
Se eu deliro... ou se é verdade
Tanto horror perante os céus?!... (Castro Alves)


Mais uma vez diante de um desastre, da morte de mais de 200 mil pessoas o preconceito e o etnocentrismo principalmente dos cristãos ocidentais aparece e mostra sua face. Durante esses dias não foram poucos os textos que li apontando essa tragédia como a justiça de Deus, resultado da dita idolatria que ocorre naquele país que tem como religião oficial o Vodu ou até mesmo como o resultado de um pacto que aquela nação fez com o diabo para vencer a França na guerra pela liberdade há dois séculos.
Esse tipo discurso é um discurso que no mínimo nos apresenta um Deus frio distante e sem coração, e que principalmente tem a função de nos afastar das verdadeiras questões que circundam a tragédia que aconteceu no Haiti.


Como um povo forte como os haitianos que foram os primeiros da América acabar com a escravidão, que derrotaram os franceses na luta pela independência se tornaram uma das nações mais pobre do planeta?

Talvez tenha haver com o que duas nações cristãs e prospera fizeram. Irei expor brevemente alguns detalhes desta história muitos deles retirados de um texto de Galeano.
Os Estados Unidos invadiram o Haiti em 1915 e governaram o país até 1934. Retiraram-se quando alcançaram seus dois objetivos: cobrar as dívidas do City Bank e revogar o artigo constitucional que proibia a venda de terras aos estrangeiros. Robert Lansing, então secretário de Estado, justificou a prolongada e feroz ocupação militar explicando que a raça negra é incapaz de se governar por si mesma, que possui “uma tendência inerente à vida selvagem e uma incapacidade física de civilização”. responsáveis pela invasão, William Philips, havia elaborado anteriormente a sagaz idéia: “Esse é um povo inferior, incapaz de conservar a civilização que tinham deixado os franceses”.


O Haiti havia sido a pérola da corona, a colônia mais rica da França: uma grande plantação de açúcar, com força de trabalho escrava. No espírito das leis, Montesquieu o havia explicado sem travas na língua: “O açúcar seria demasiado caro se não trabalhassem os escravos para sua produção. Esses escravos são negros desde os pés até a cabeça e têm o nariz tão esmagado que é quase impossível ter deles alguma pena. Resulta impensável que Deus, que é um ser muito sábio, tenha posto uma alma e sobretudo uma alma boa num corpo inteiramente negro”.
Em troca, Deus havia colocado um chicote na mão do feitor. Karl von Linneo, contemporâneo de Montesquieu, havia retratado o negro com precisão científica: “Vagabundo, desocupado, negligente, indolente e de costumes dissolutos”. Mais generosamente, outro contemporâneo, David Hume, havia comprovado que o negro “pode desenvolver certas habilidades humanas, como o papagaio que fala algumas palavras”.

A rebeldia dos haitianos levantou a ira dos paises brancos ocidentais que decretram embargo econômico àquele país. Este foi obrigado a pagar a França pelos prejuízos que causaram a estes (essa história de dívida extern a europeus nós brasileiros conhecemos bem). 

A partir de 1990 há inúmeras tentativas de “democratizar” o país, ou seja domesticá-los à visão eurocêntrica cristã ocidental. Hoje o país é governado por um presidente eleito pelo povo, no entanto este manda menos que qualquer burocrata de terceira categoria do Banco Mndial ou do FMI.
O comentário infeliz (nada de novo nisso) de Arnaldo Jabor, mostra essa visão eurocêntrica chamando o Haiti de um país de raízes tribais bárbaras.
 http://www.youtube.com/watch?v=0e4boULzkEk&feature=player_embedded

Pat Robertson fala nesse vídeo o que muitos evangélicos estão dizendo por aí ou queriam dizer: Lamentável!
Sinceramente, não há como amar ou respeitar um Deus que está sentado em um ridículo trono num céu de ruas de ouro enquanto 200 mil pessoas são dizimadas, e este permite que isto aconteça por causa da preferência religiosa de tal povo. Não dá pra ouvir uma pessoa como esta que diz que tal tragédia é resultado de um pacto que nação haitiana fez com o diabo a 200 anos atrás para vencer a França e dizer que somos da mesma religião e que oramos ao mesmo Deus.
Não acredito nesse Deus Todo Poderoso, dessa religião triunfalista dos brancos ocidentais. Não orarei a esse Deus distante e sem coração, orarei ao Senhor Deus dos desgraçados, que estava lá em meio aos escombros levando um toque singelo de vida e esperança onde só havia morte, medo e escuridão...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Bíblia: um livro extraordinário. (Contos eróticos??? Oxeeee...)


Que a bíblia é um livro extraordinário muitos concordam, e muitos dos que discordam não a conhecem com profundidade. A diversidade, a pluralidade que temos neste livro, que foi escrito por inúmeras pessoas, desde Reis à pessoas pobres do povão, num periodo de cinco mil anos, encanta. 
Estava lá em meu outro blog ( http://teologiaalternativa.blogspot.com ) falando de teologia e precisei usar a Bíblia, gostei do texto que saiu e resolvi postar um trecho aqui. 
PS. Menores de 14 anos pulem o verso 20 de Ezequiel 23. rssss

A Bíblia ao contrário desse discurso moralista puritano do cristianismo ocidental não tem nada contra o prazer, a alegria, a felicidade e o gozo, ao contrário.

Alguns textos revelam que a Bíblia é este precioso livro que traz a vida em suas mais ricas manifestações, inclusive manifestações eróticas.

No livro de Ezequiel capitulo 23, por exemplo, o profeta, para falar da prostituição de Israel, não se contentou em afirmar que os seios das jovens prostitutas foram apalpados(v.3). No verso 20 diz o seguinte: “Apaixonou-se por seus amantes cujos membros são como os de jumentos e cuja ejaculação é como a de cavalos”(Ez 23:20).
Esse é muito grosso né?? Deve ter sido um homem que  escreveu... rsss


Mas nenhum texto se compara ao de Cantares, a narrativa bíblica que melhor fala do amor. I Cor 13 fica sem graça e em sal diante de tamanha ousadia desse texto:


Apreciem:


Ah, se ele me beijasse, se a sua boca me cobrisse de beijos ...
Sim, as suas carícias são mais agradáveis que o vinho

Acho q vai esquentar...


...quando encontrei aquele a quem o meu coração ama. Eu o segurei e não o deixei ir, até que o trouxe para casa de minha mãe, para o quarto daquela que me concebeu.

Os noivos na cama?? num acredito... rsrsrs
Vcs devem está perguntando...O que aconteceu lá no quarto???

...Seus lábios são como um fio vermelho; sua boca é belíssima. Suas faces por trás do véu, são como as metades de ua romã. Seu pescoço é como a torre de Davi... seus dois seios como filhotes de cervo, como filhotes gemeos de uma gazela que repousam entre lírios.

Podem imaginar a cena... num é pecado não... nem vai pro inferno por isso... se concentrarem-se bem podem ir é ao céu... rsss
Vejam como se faz ... tem que começar as carícias dos dedos dos pés... Tem um monte de grosso aqui que nem sabe o que são preliminares...


Como são lindos os seus pés... As curvas de suas coxas são como jóias, obras das mãos de um artifice.
Seu umbigo é uma taça redonda, onde nunca falta o vinho de boa mistura. Sua cintura é um monte de trigo cercado de lírios. Seios seios são como dois filhotes de corça gêmeos de uma gazela. Seu pescoço é como uma torre de marfim.
Seus olhos são como...
Seu nariz...
Sua cabeça...
Seus cabelos soltos tem reflexos de purpura;... Como vc é linda ! Como vc me agrada! Oh! o amor e suas delícias...


Os mais atenciosos perceberam do jeito que ele foi subindo entre as pernas da amada não foi do umbigo que ele bebia vinho que nunca faltava.... rsrsrs... Mas isso fica por conta da imaginação de vcs...




sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

VIDA EQUILIBRADA

Essa parece ser uma meta bem comum, nessa virada de ano ouvi inúmeras pessoas falarem que em 2010 gostariam de ter uma vida equilibrada ou, mais especificamente, pessoas que gostariam de ter uma vida financeira equilibrada.
Vez por outra alguém me lembra que eu devo buscar o equilíbrio, principalmente em discussões. Parece-me até que esta é a saída para qualquer discussão, quando não temos mais nenhum argumento, esse argumento sempre cola, e todos concordam: _ Precisamos buscar o equilíbrio das coisas. Quem fala parte do que ele compreende como o que é esse ponto de equilíbrio, e quem ouve pensa a partir da sua compreensão, por isso sempre dá certo. Quando você não tiver mais nenhum argumento fale isso. (Lembrei de um professor meu de psicologia, ele sempre fala isso).

Quando passei a perceber a beleza da vida comecei a desconfiar desse tipo de desejo. Como afirmar que passei pela vida e não cometi exageros? Como viver sem lutar por uma ideologia ou acreditar com todas as forças que vou alcançar uma utopia? O que seria a vida sem os altos e baixos, sem quebrar a cara por errar feio. O que seria dessa vida sem aquela noite que você ultrapassou todos os limites, mas que pela manhã acordou ao lado da pessoa que você ama?
O que seria a vida se os Joaquins Soares da Cunha não morressem para deixar nascer os Quincas Berro D’água? Ou se Ojuara, o grande herói do Sertão, nunca deixasse de ser Araújo? Ou se  Riobaldo e Diadorin ouvissem esse tipo conselho e decidissem viver uma vida equilibrada.

Mas o que é mesmo esse troço de equilíbrio? Pensei num garotinho que tinha nas mãos uma tábua comprida e sobre esta tábua corria uma bolinha, a bolinha corria de um lado para o outro, até que o menino conseguiu equilibrar a bola e esta ficou paradinha no centro da tábua, não contente com seu feito, a criança tratou de desequilibrar novamente a bolinha para que a brincadeira continuasse.
A beleza da brincadeira assim como a beleza da vida está enquanto a bolinha corre de um lado para o outro. Vida é movimento, equilíbrio é o inverso disso.

Se uma vida equilibrada é estudar a metade da vida, conseguir um bom emprego, trabalhar com afinco para se estabelecer no emprego, trabalhar para casar, depois para ter filhos, depois para conseguir uma promoção, proporcionar garantias aos filhos e finalmente garantir uma aposentadoria tranqüila e equilibrada. Vender a vida para o sistema e depois da aposentadoria tentar vivê-la. Boa Sorte! Optei por outros caminhos!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

O décimo primeiro mandamento.

Uma propaganda interessante que tratava do tema da ecologia deixou-me intrigado, esta trouxe de modo criativo a possibilidade de um décimo primeiro mandamento, que nesse caso era: “Não poluirás.” Tema muito importante, o sentimento que tive quando assisti era que realmente esse mandamento poderia compor o código de leis mais importante da humanidade.
Mas e se Deus num momento epifânico, te convidasse a escrever o décimo primeiro mandamento, o que você escreveria? Pensou? Pense...
Eu pensei e não demorei muito a decidir. Já em algum tempo tenho convivido com uma convicção que a coisa mais importante a vida é o amor. Aquela divisão clássica dos gregos que apresenta o amor como ágape (divino), Eros (erótico) e filel (fraterno) é muito mal compreendida, falamos como se fossem três coisas distintas, mas não é verdade, estas são apenas três dimensões em que o amor é vivido e nenhuma delas é superior ou inferior a outra como muitos dizem, o amor não pode ser superior ao amor.
Acredito que o amor é a força que faz-nos sair de nós mesmos e estarmos no outro, por causa do outro mesmo, dando-lhe valor, afeto, cordialidade e convivialidade. Quando essa força é vivida na dimensão da paixão, na dimensão erótica tudo se enche de beleza e de significado, a existência se enche de vida, cada dia torna-se um dia a ser saboreado. Quando há o encontro de duas pessoas que se amam a natureza para, para e aprecia o acontecimento sagrado, a experiência divina que todo ser humano deveria ter.
Bem aventurados, felizes são aqueles que amam e são amados, bem aventurados aqueles que passaram pela experiência mística do encontro, de encontrar em meio a milhares de pessoas aquela que é diferente de todas as outras, aquela que te tira suspiros com um único olhar, aquela que faz momentos simples e banais se tornarem momentos inesquecíveis e talvez os mais importantes de sua vida. Aquela que a simples presença faz o seu dia valer a pena, que com um sorriso faz seu coração acelerar e você perder momentaneamente as forças, aquela que o simples estar junto faz você ficar besta e fazer e dizer coisas que acreditava que nunca faria ou diria...
Uma coisa dessas deveria ser respeitada como acontecimento sagrado, tinha que estar escrito nos dez mandamentos que é proibido qualquer tipo de atitude ou ação que iniba, atrapalhe ou destrua uma coisa dessas.

Essa seria a minha contribuição, isso eu escreveria.